Resumos 7.ºano


Vais ter teste na próxima semana. Que tal reveres a matéria? ;-)



Galáxias
Agrupamentos de milhares de milhão de estrelas, gases e poeiras.
A grande maioria das estrelas tem planetas à sua volta, formando sistemas planetários.

Podem ter diversas formas:
_ Espiral - a nossa galáxia tem esta forma - é a Via Láctea
Os vários braços rodam em torno do centro da galáxia, formando uma espiral.


_ Elíptica
Têm uma forma arredondada ou elíptica. São o tipo mais comum que se observa no Universo.

_ Irregular
Têm uma forma irregular e normalmente são constituídas por estrelas muito jovens.


Os enxames de galáxias são conjuntos de galáxias.


Os superenxames, são formados por vários enxames de galáxias, são as maiores estruturas do Universo.


Como se formou o Universo?


Teoria do Big Bang - esta teoria é justificada pela observação da expansão do Universo, pois as galáxias estão a afastar-se umas das outras. Assim, se as galáxias se encontram a afastar-se umas das outras, então devem ter estado todas reunidas num ponto no início da história do Universo.

A teoria do Big Bang defende que o Universo se terá iniciado num ponto, onde estava toda a matéria e energia concentradas e que, a dado momento - o início - terá explodido, dando origem à formação e expansão de tudo o que conhecemos como corpos celestes.

Teoria do Big Crunch - para compreender esta teoria, pode pensar-se na analogia de uma mola que é esticada a um certo ponto e que depois regressa à sua posição inicial. Assim, o Universo formou-se a partir de uma explosão inicial, o Big Bang, atingindo em determinado momento a sua expansão máxima e a partir da qual regressará à sua forma inicial - o ponto.


As Estrelas
As estrelas nascem, vivem e morrem. Nascem das nebulosas difusas, vivem enquanto dura o seu combustível, o hidrogénio, e morrem quando ele se esgota.

As nebulosas difusas, nuvens escuras de gás e poeira que fazem parte das galáxias, são berços de estrelas.


As estrelas são astros com luz própria.

Depois de formadas, as estrelas fabricam a sua própria energia. No núcleo das estrelas ocorre uma reação nuclear, durante a qual o hidrogénio é transformado em hélio, libertando muita energia. A energia produzida no núcleo chega à superfície e é irradiada para o espaço sob a forma de luz e calor – por isso as estrelas brilham.


O brilho das estrelas - quanto maiores as dimensões de uma estrela, maior a sua temperatura e também maior a intensidade do seu brilho.

Vida e morte das estrelas
O tempo de vida estável das estrelas depende do seu tamanho. Quanto maior for uma estrela menor o seu tempo de vida.
A maneira como as estrelas morrem depende da sua massa:
_ uma estrela de pequenas dimensões ao morrer dá origem a uma ANÃ BRANCA.



_ uma estrela de grandes dimensões pode originar: uma estrela de neutrões ou pulsar (se for 8 a 25 vezes maior que o Sol) e um buraco negro (se for cerca de 25 vezes maior que o Sol)



Nem sempre se soube ao certo como estava organizado o Universo.


Modelo Geocêntrico



O Modelo Geocêntrico, apresentado pelo filósofo grego Aristóteles (384-322 a.C.), imagina a Terra como o centro do Universo.

Este sistema surgia das observações realizadas pelo homem no seu dia-a-dia: a Terra parece imóvel e todos os astros observáveis (Lua, Mercúrio, Vénus, Sol, Marte, Júpiter, Saturno e estrelas) parecem estar em esferas que giram em seu redor.

Este modelo, também defendido por Ptolomeu (87-151), foi aceite até ao séc. XV.

Modelo Heliocêntrico

Foi Nicolau Copérnico (1473-1543) e posteriormente também Galileu Galilei (1564-1642) que defenderam o Modelo Heliocêntrico o centro dos movimentos dos astros já conhecidos deixou de ser a Terra, como no Modelo Geocêntrico, passando a ser o Sol.

Neste modelo, o Sol encontra-se no centro, e em seu redor orbitam, por ordem de distância relativamente a ele, Mercúrio, Vénus, Terra, Lua, Marte, Júpiter,Saturno, e as estrelas fixas.

Atualmente sabe-se que o Sol apenas pode ser considerado como o centro do Sistema Solar, não estando sequer perto no centro da nossa galáxia.

Modelo Heliocêntrico


Coordenadas Celestes

Em astronomia existem coordenadas apropriadas para ajudar a localizar os astros na esfera celeste, as chamadas coordenadas celestes: a altura e o azimute.








A altura (h) de um astro é o ângulo medido entre o horizonte e a estrela, variando este ângulo entre 0º e 90º.

O azimute (A) de um astro é o ângulo entre o ponto cardeal Sul e o ponto do horizonte que fica por baixo do astro, variando o seu valor entre 0º e 360º a contar do ponto cardeal Sul, no sentido do movimento dos ponteiros do relógio.

O zénite (Z) é o ponto mais elevado da esfera celeste para um determinado observador, situado por cima da sua cabeça.


Orientação pelo sol

Orientação pelo Sol - observando a posição do Sol, ao longo do dia, e observando o movimento aparente do Sol, pode descobrir-se onde se localizam os diferentes pontos cardeais.


No hemisfério Norte:

O Sol nasce no ponto cardeal ESTE

Ao meio dia, inclina-se para SUL

e põe-se no ponto cardeal OESTE

[Orientação+Sol.png]


Constelações

São grupos de estrelas que parecem estar próximas umas das outras, formando determinadas figuras no céu. 
Na realidade, essas estrelas estão muito distantes umas das outras.

Durante a noite, as constelações mudam de posição no céu, rodando de este para oeste, devido ao movimento aparente da esfera celeste.

A Ursa Maior e a Ursa Menor são duas constelações muito conhecidas. Outras constelações são Cassiopeia e as que correspondem aos doze signos do Zodíaco.

Há constelações que só são visíveis no hemisfério norte e outras que apenas se vêem no hemisfério sul.

Durante a noite, as constelações mudam de posição no céu, rodando de este para oeste, devido ao movimento aparente da esfera celeste.


No hemisfério Norte, procura-se a estrela Polar, pois esta estrela está alinhada com o eixo imaginário da Terra e indica o ponto cardeal Norte.



A Estrela Polar, que pertence à Ursa Menor, indica-nos o Norte e só é vista pelos habitantes do hemisfério norte e é a única que nos parece imóvel no céu.



Mapas celestes - são mapas onde estão desenhadas as posições das estrelas e das constelações, para determinado momento do ano. Existem mapas celestes para o hemisfério Norte e para o hemisfério Sul.





As distâncias no Universo

Nenhuma das unidades que habitualmente usamos na Terra é adequada à escala do Universo!

As distâncias no Sistema Solar medem-se em unidades astronómicas.
Unidade Astronómica (UA)

Distância média da Terra ao Sol.
1 UA = 150.000.000 km = 1,5 x 108 km



Mesmo em unidades astronómicas, os valores das distâncias para além do Sistema Solar, são muito grandes.
Medem-se em anos-luz e em parsec.
A hora-luz, o minuto-luz e o segundo-luz são submúltiplos do ano-luz.

Ano-luz (a.l.)

Distância que a luz percorre num ano, no vazio. (velocidade da luz = 300.000 km/s)
1 a.l. = 9460.000.000.000 km

Velocidade da luz - a luz demora apenas 1 segundo a percorrer a distância de 300.000 km.

Exemplos:

Estrela Próxima de Centauro - a mais próxima do Sistema Solar - encontra-se a4,2 anos-luz.

A luz demora 4,2 anos a viajar dessa estrela até nós.

Significa que quando olhamos para essa estrela, no céu, estamos a ver uma imagem, da estrela, há 4 anos atrás... (quem sabe como estará neste momento!!!).


Estrela Vega encontra-se a 26 anos-luz.

Vemos uma imagem da estrela, no céu, de há 26 anos atrás!!!

Quem já tinha nascido quando a luz saiu de Vega?

Estrela Polar encontra-se a 822 anos-luz.

Quando a luz da estrela Polar saiu deste astro, reinava em Portugal, D.Sancho I, filho de D. Afonso Henriques!!! Era o ano de 1188, estando hoje a correr o ano de 2010 !!!


Curiosidades:

Distância da Terra ao Sol - cerca de 8,3 minutos-luz

Distância da Terra à Lua - cerca de 1,3 segundos-luz

Distância do Sol a Plutão - cerca de 5 horas-luz.


Parsec (pc) - unidade para expressar as distâncias entre os astros e que corresponde a 3,26 anos-luz.
1 pc = 3,26 a.l.


Está a aproximar-se o 2.º teste de avaliação. Que tal reveres os conteúdos que trataste na aula? 



Crê-se que o nosso sistema solar formou-se a partir de uma nuvem de gás e poeira que, estando em lenta e contínua rotação, se foi comprimindo cada vez mais. A região central desta nuvem ter-se-á contraído e aquecido, dando origem ao Sol. As partículas que circulavam à volta da estrela terão colidido entre si e, gradualmente, formado os planetas.


Constituição do Sistema Solar
O Sistema Solar é constituído por uma estrela, o Sol, nove planetas principais, cerca de 60 planetas secundários (ou satélites naturais), asteróides, cometas, meteoróides e poeiras.


O Sol
O Sol é uma estrela de tamanho médio. Corresponde a 99,85% de toda a massa do Sistema Solar.
O núcleo é a zona mais interior do Sol, onde se produz a energia que ele emite.
O Sol descreve um movimento de translação em torno do centro da galáxia. Demora 225 milhões de anos a efectuar uma volta completa.
O Sol também tem movimento de rotação. Como é gasoso não roda todo à mesma velocidade: a zona do equador demora 25 dias a efectuar uma rotação completa e as zonas polares demoram 30 dias.


Os planetas e os seus satélites
O Sistema Solar tem oito planetas principais.
_ Mercúrio, Vénus, Terra e Marte são os planetas mais próximos do Sol, são pequenos e rochosos. São designados planetas interiores, terrestres ou telúricos.
_ Júpiter, Saturno, Úrano e Neptuno são grandes e gasosos. São designados exteriores e jovianos.
_ Todos possuem satélites naturais (luas ou planetas secundários), excepto Mercúrio e Vénus.

Todos têm movimento de rotação e movimento de translação.

Durante o movimento de translação os planetas descrevem órbitas elípticas.



Movimento de translação
Movimento que um astro descreve em torno do Sol ou de outro astro.

Período de translação
É o tempo que um astro demora a efectuar um movimento de translação completo.
O período de translação de um planeta em torno do Sol define a duração do ano nesse planeta.

Movimento de rotação
Movimento que um astro descreve em torno de si próprio.

Período de rotação
É o tempo que um astro demora a efectuar um movimento de rotação completo.
O período de rotação de um planeta define a duração do dia nesse planeta.



Asteróides, cometas e meteoróides

São pequenos astros que também fazem parte do Sistema Solar.

Os asteróides são pequenos pedaços de rocha que se movem em torno do Sol (planetas de reduzidas dimensões). A maioria situa-se entre Marte e Júpiter, formando a Cintura de asteróides.



Os cometas são pequenos corpos gelados que têm órbitas elípticas muito alongadas.
Quando passam perto do Sol, tornam-se visíveis. São constituídos por núcleo, cabeleira e cauda.


Os meteoróides são pedaços de rocha, geralmente provenientes de asteróides ou cometas, que saíram da sua órbita e caem em direcção a um planeta. Quando entram na atmosfera terrestre, designam-se meteoros e a maioria arde completamente e chamamos-lhes estrelas cadentes.


Alguns, maiores, não ardem completamente ao atravessar a atmosfera e atingem a superfície terrestre formando crateras de impacto, são os meteoritos.



Características dos planetas principais

Mercúrio
_ Tem a maior velocidade orbital
_ Quase não tem atmosfera
_ Não tem luas


Vénus
_ É o mais quente; atmosfera com nuvens de ácido sulfúrico e um enorme efeito de estufa
_ Planeta mais brilhante no céu (conhecido por “estrela” da manhã ou da tarde)
_ Não tem luas
_ Tem movimento de rotação no sentido contrário ao da Terra e muito lento (o dia é maior do que o ano)


Terra
_ É o único planeta com vida
_ Tem atmosfera (que filtra as radiações nocivas do Sol e mantém uma temperatura amena, por efeito de estufa)
_ Possui água no estado líquido
_ Tem um satélite natural – a Lua


Marte
_ É conhecido por planeta vermelho devido ao óxido de ferro (ferrugem)
_ Tem duas luas
_ Tem um dia igual ao da Terra


Júpiter
_ É o maior planeta, maior que todos os outros juntos
_ Tem o dia mais curto
_ Tem dezasseis luas e outros pedaços de rocha que giram à sua volta (demasiado pequenos para serem considerados luas)


Saturno
_ Tem os maiores anéis e mais brilhantes
_ É o menos denso (flutuaria na água)
_ Tem 22 luas


Úrano
_ Roda quase deitado na sua órbita e o seu movimento de rotação é no sentido contrário ao da Terra
_ Tem 15 luas


Neptuno
_ Atmosfera rica em metano que lhe dá a cor azulada.
_ Tem 8 luas







Movimentos da Terra e suas consequências

Movimentos da Terra

A Terra descreve, como todos os outros planetas principais do Sistema Solar:
Movimento de rotação – movimento em torno de si própria, em volta de um eixo imaginário, que passa pelo centro da Terra e atravessa os designados pólos Norte e Sul.

Este movimento é efectuado no sentido directo (contrário ao dos ponteiros do relógio).
O período de rotação é cerca de 24h.


Movimento de translação - movimento elíptico em torno de Sol.
Este movimento é efectuado no sentido directo (contrário ao dos ponteiros do relógio).
O período de translação é cerca de 365dias e 6 horas. (Como 6h x 4 = 24h = 1 dia, de 4 em 4 anos, o calendário tem mais um dia, o ano é bissexto.)

Nota: Quando um planeta executa o seu movimento no sentido dos ponteiros do relógio diz-se que efectua o movimento no sentido retrógrado.



Movimento e Fases da Lua


Movimentos da Lua
A Lua é o único satélite natural da Terra.
A Lua possui movimento de rotação em torno de si própria e movimento de translação em volta da Terra.
A Lua dá uma volta em redor do seu eixo ao mesmo tempo que dá uma volta em redor da Terra, em 27 dias e 8 horas.

A Lua volta para a Terra sempre a mesma face devido ao facto do período de translação e de rotação da Lua serem iguais.

Só no ano de 1959 é que foi possível observar, através de fotografias enviadas pela sonda Luna 3, a face oculta da Lua. A sua superfície está coberta de crateras originadas pelo impacto de meteoritos.

Fases da Lua
A Lua, vista da Terra, pode apresentar diferentes aspectos. Estes diferentes aspectos são chamados de fases da Lua.

As quatro principais são:
_ Lua Nova
_ Quarto Crescente
_ Lua Cheia
_ Quarto Minguante



As fases da Lua são uma consequência do seu movimento de translação em torno da Terra. Este movimento faz com que vejamos a luz do Sol reflectida na Lua de maneira diferente, pois a face da Lua voltada para a Terra não está sempre igualmente iluminada.


As principais fases da Lua ocorrem com um intervalo de tempo de cerca de 7 dias.

_ Lua Nova: a Lua não se vê porque a face voltada para a Terra não está iluminada.

_ Quarto Crescente: metade da face voltada para a Terra está iluminada e outra metade está às escuras, vista do hemisfério norte, a Lua tem a forma de um D.

_ Lua Cheia: a Lua parece uma bola pois a face voltada para a Terra está toda iluminada.

_ Quarto Minguante: metade da face voltada para a Terra está iluminada e outra metade está às escuras, vista do hemisfério norte, a Lua tem a forma de um C.

Diz-se que a Lua é mentirosa!

A órbita da Lua é elíptica e inclinado 5º em relação ao plano da órbita da Terra em torno do Sol, o que torna possível observar a Lua na fase de Lua Cheia e explica porque raramente se observam eclipses do Sol e da Lua.



Eclipses

Ocorre um eclipse quando um astro fica total ou parcialmente ocultado devido à interposição de outro astro, que projecta a sua sombra sobre ele.
Os eclipses só ocorrem quando os três astros – Sol, Terra e Lua – ficam perfeitamente alinhados, o que só acontece raramente, pois as órbitas da Terra e da Lua não são descritas no mesmo plano.

Eclipse da Lua
O eclipse da Lua ocorre na fase de Lua Cheia, quando a Terra se encontra entre o Sol e a Lua. A Lua passa na sombra da Terra, deixando de ser iluminada pelo Sol.

Pode ser:
total - se toda a Lua fica na zona de sombra
parcial - se apenas uma parte da Lua fica na sombra



Eclipse do Sol
O eclipse do Sol ocorre na fase de Lua Nova, quando a Lua se encontra entre o Sol e a Terra. A Lua projecta a sua sombra sobre uma região da Terra, deixando essa região sem ver o Sol.

Pode ser:
total - toda a luminosidade do Sol é escondida pela Lua
parcial – somente uma parte do Sol é ocultada pelo disco lunar



Em breve irás realizar 3.º teste de avaliação. Preparado? Que tal reveres os conteúdos tratados? 



Características do Movimento

Movimento e repouso
Um corpo está em movimento se a sua posição variar no decorrer do tempo.
Um corpo está em repouso se a sua posição não varia no decorrer do tempo.

Trajetória – é a linha que une as sucessivas posições ocupadas por um corpo durante o seu movimento, ou seja, o caminho por ele percorrido. Pode ser retilínea ou curvilínea.



Trajectória retilínea 

Trajectória curvilínea



Trajectória circular - A trajetória de qualquer ponto da Terra, durante o seu movimento de rotação.


Trajectória elíptica - A trajetória de qualquer ponto da Terra, durante o seu movimento de translação.


O comprimento da trajetória chama-se distância percorrida.


Rapidez média

A rapidez média de um corpo em movimento, está relacionada com a distância que esse corpo percorre num determinado intervalo de tempo.

A unidade SI (Sistema Internacional) de rapidez média é o metro por segundo (m/s).
Uma unidade utilizada no dia-a-dia é quilómetro por hora (km/h).



A rapidez média da translação dos planetas é tanto maior quanto mais próximos do Sol.



Forças

Efeitos das forças

As forças detetam-se através dos efeitos que produzem nos corpos:
_ Alteração do estado de repouso ou de movimento de um corpo

_ Alteração do movimento do corpo (valor da velocidade, direção e sentido)

_ Alteração da forma de um corpo



As forças podem ser de contacto (forças musculares) ou atuar à distância (forças gravíticas, magnéticas, elétricas).

Caracterização e representação de forças

A força é uma grandeza vetorial, por isso, representa-se por vectores. Um vetor é um segmento de reta orientado. A unidade SI de força é o newton (N).


Determina-se usando dinamómetros.


Os elementos que caraterizam uma força são:
_ Ponto de aplicação
_ Direção
_ Sentido
_ Intensidade


Força gravítica

A força gravítica é responsável pelo movimento dos planetas à volta do Sol e dos satélites naturais à volta dos planetas principais. É uma força central.



A força gravítica resulta da atração entre as massas de dois corpos. Qualquer corpo, por muito pequena que seja a sua massa, atrai para si todas as outras massas que se encontram à sua volta, ainda que por vezes esta atração não seja perceptível.

A intensidade da força gravítica é:
_ Tanto maior quanto maior massa tiverem os corpos
_ Tanto menor quanto maior a distância entre os corpos

As marés são o efeito visível das forças de atração gravítica que a Lua e o Sol exercem sobre a Terra.


A Lua, devido à sua proximidade com a Terra, influencia mais o ciclo das marés do que o Sol.
As marés vivas resultam da ação conjunta da atracção gravítica do Sol e da Lua, atuando na mesma direcção.




Peso e Massa

Peso
Peso de um corpo na Terra é a força com que este é atraído para a Terra. É uma grandeza vetorial com direção vertical e sentido de cima para baixo.


Massa
É uma medida da quantidade de matéria que constitui o corpo.

 


Massa e peso são grandezas físicas diferentes.

As principais diferenças entre peso e massa de um corpo são:

Massa
É uma grandeza escalar (definida pelo valor).

_ É expressa em quilograma (kg).
_ Mede-se com balanças.


_ Não varia de lugar para lugar.

Peso
É uma grandeza vetorial que só fica bem definida indicando os seus 4 elementos (ponto de aplicação, direção, sentido, intensidade).


_ É expressa em newton (N).
_ Mede-se com dinamómetros.
_ Varia de local para local, porque a força da gravidade (força com que os corpo se atraem, pelo facto de terem massa), é tanto maior quanto menor for a distância entre os corpos.

Assim:
_ Peso de um corpo diminui quando aumenta a altitude;
_ Peso de um corpo aumenta nas proximidades dos pólos (quando a latitude aumenta);
_ Peso de um corpo varia de planeta para planeta, porque a força com que os corpos se atraem também depende da sua massa. (o mesmo corpo na Lua pesa menos do que na Terra, porque a massa da Lua é menor que a da Terra).


RELAÇÃO ENTRE PESO E MASSA DE UM CORPO

P (N) = m (kg) x 9,8



É já na próxima semana o 4.º teste de avaliação. Já estudaste? Relembra os conteúdos que tratámos nas aulas...





Magnetismo:

É uma propriedade de alguns corpos (ímanes) que se caracteriza por atrair materiais constituídos em grande parte por ferro.


Pólos Magnéticos:


_ Pólos iguais repelem-se

_ Pólos diferente atraem-se

A Terra comporta-se como um íman gigantesco

pólo sul magnético situa-se no hemisfério norte e o pólo sul magnético situa-se no hemisfério sul



As bússolas:

As bússolas têm uma agulha magnética. O seu funcionamento baseia-se no magnetismo terrestre.

_O pólo norte da agulha magnética das bússolas aponta para o pólo sul magnético. O pólo sul magnético fica próximo do pólo norte geográfico. Por isso o pólo norte da agulha permite localizar o ponto cardeal Norte.

_O pólo sul da agulha magnética das bússolas aponta para o pólo norte magnético. O pólo norte magnético fica próximo do pólo sul  geográfico. Por isso o pólo sul da agulha permite localizar o ponto cardeal Sul.


As duas direções são diferentes e formam entre si um ângulo a que se chama declinação magnética.





Materiais



Substâncias e Misturas de Substâncias: 

Substâncias puras: formadas por uma só substância.

Misturas: formadas por duas ou mais substâncias. 



Classificação de Misturas:

Os materiais que nos rodeiam são quase todos misturas de substâncias, embora apresentem aspectos muito diferentes.

Devido há existência de inúmeras misturas, surgiu a necessidade de as dividir em 3 tipos:


Heterogéneas
:

- É uma mistura em que é possível distinguir os diferentes constituintes a olho nú;

- Apresentam aspecto diferente ao longo da sua extensão;

- Apresentam mais do que uma fase.





Exemplos:





Homogéneas:

- É uma mistura com aspecto uniforme;

- Não é possível distinguir a olho nu, nem mesmo ao microscópio, os seus constituintes;


- Apresentam o mesmo aspecto em toda a sua extensão.




Exemplos:




Dispersões coloidais:


- À vista desarmada aparentam ser misturas homogéneas. No entanto só é possivel observar os seus constituintes recorrendo ao microscópio.

Exemplos:





Soluções:

Soluções são misturas homogéneas de duas ou mais substâncias.

Exemplo:

Algumas regras para identificar o solvente:

Numa mistura homogénea de um sólido e de um líquido, o solvente é o líquido

Numa mistura homogénea de vários líquidos ou de vários gases, o solvente é aquele que se encontra em maior quantidade.



Concentração Mássica (C):










Exemplo de cálculo:

Qual a concentração mássica da solução A?













Para concentrar uma solução: adicionar soluto.

Para diluir uma solução: adicionar solvente.



Material de Laboratório e sua utilização

Material de vidro

Gobelé



Balão de destilação



Balão de Erlenmeyer



Tubo de ensaio



Vareta de vidro



Funil de vidro



Vidro de relógio



Tina de vidro



Material volumétrico (material com uma escala, para medir o volume de líquidos)

Provetas



Balão volumétrico



Pipetas graduada e volumétrica



Bureta




Outro material

Pompete



Colher de combustão



Lamparina



Tripé



Garrafa de esguicho



Espátulas



Escovilhão



Termómetro



Suporte universal



Balança



Conta-gotas





Segurança no Laboratório

O Laboratório de Química pode ser um local de aprendizagem e descoberta. Mas… pode também ser um local de perigo se não forem tomadas algumas precauções apropriadas e de senso comum.

É essencial aprender e respeitar as regras gerais de segurança seguidamente descritas, para assegurar um ambiente de trabalho seguro para ti próprio e para todos os que trabalham junto de ti no Laboratório.

Conduta

1. Deves trabalhar sempre com bata.
2. Os casacos, mochilas, etc. não devem ser colocados nos bancos e bancadas do laboratório. Atenção que os produtos químicos podem danificar os teus objectos pessoais.
3. É estritamente proibido comer, beber, manusear alimentos ou fumar no laboratório.
4. Antes da execução experimental deverás ler atentamente as indicações de cada experiência e organizar o trabalho que vais realizar.
5. Antes de iniciar qualquer trabalho experimental, deves preparar todo o material necessário, colocando-o sobre a mesa, de modo seguro.
6. A mesa de trabalho deve ser mantida limpa e arrumada. Nunca coloques o material ou os reagentes na berma da mesa.
7. Durante a execução do trabalho deverás ter calma e ser organizado, trabalhando com ponderação e responsabilidade.
8. Deves aprender a localização do equipamento de segurança (como extintores de incêndio) e do equipamento de primeiros socorros.
9. Após cada experiência, o material deve ser cuidadosamente limpo e arrumado.
10. Antes de sair do laboratório, deves verificar se as torneiras de gás e de água estão fechadas e certificar-te que os aparelhos utilizados estão desligados.
11. Lava sempre as mãos antes de saíres do laboratório.

Manuseamento do Material e Produtos Químicos

1. Considera todos os produtos químicos perigosos, excepto se fores informado que o não são.
2. Nunca proves, nunca toques e nunca cheires directamente qualquer produto químico.
3. Os produtos químicos devem ser guardados em frascos rotulados de modo claro e duradoiro.
4. Presta atenção ao rótulo do produto químico que vais usar. Respeita as instruções nele contidas e presta atenção a eventuais símbolos de perigo.
5. Nas experiências devem ser usadas pequenas quantidades dos produtos. Deste modo não se desperdiçam reagentes.
6. Para evitar a contaminação dos reagentes, retira-os dos frascos sempre com material bem limpo e seco e coloca a tampa do frasco virada para cima sobre a bancada.
7. Ao verter o reagente de um frasco, vira sempre o rótulo para cima para evitar que este se molhe e se deteriore.
8. Usa uma vareta para verter um líquido de um recipiente para outro.
9. Os reagentes em excesso nunca voltam para dentro do frasco.
10. Os restos dos produtos químicos devem ser eliminados nos locais apropriados existentes no laboratório e com os cuidados próprios.
11. Após usar um reagente deves colocar, de imediato, o frasco no seu lugar.
12. Muitos dos reagentes comuns, como o álcool e a acetona, são altamente inflamáveis. Nunca os coloques próximo de qualquer chama.
13. Se trabalhares com produtos muito voláteis e tóxicos deves fazê-lo na hotte.
14. Para diluir um ácido em água, verter sempre lentamente o ácido na água, agitando continuamente, e nunca o inverso. Se verteres água no ácido, o calor libertado provoca a “explosão” da água na forma de vapor, por vezes com violência, espirrando o ácido.
15. Se algum químico entrar em contacto com a pele ou com os olhos lavar imediatamente com água em abundância e informar o professor.
16. Nunca dirigir para alguém a boca de um tubo de ensaio que esteja a ser aquecido ou que possa projectar um líquido ou um gás.
17. Cuidado com o material de vidro quente. Nunca lhe pegues directamente.


Sinais de Aviso para Produtos Químicos Perigosos

Todas as embalagens que contêm produtos perigosos têm obrigatoriamente no rótulo um ou mais símbolos que nos informam do tipo de perigo e nos dão uma descrição dos cuidados a ter para utilizar esse produto com segurança.






Produto corrosivo
Os produtos com este símbolo corroem a pele, os olhos e as mucosas do nariz e da garganta, quando respirados directamente. Também corroem os tecidos do vestuário.

Evitar o contacto com a pele, os olhos e a roupa. Não respirar os vapores.



Produto irritante
Os produtos com este símbolo provocam ardência nos olhos, nariz e pele e até queimaduras.

Evitar o contacto com a pele e os olhos.



Produto nocivo
Os produtos com este símbolo contêm substâncias tóxicas, embora em pequenas percentagens.

Evitar o contacto com a pele e os olhos. Não respirar os vapores.



Produto tóxico
Os produtos com este símbolo actuam como venenos.

Evitar completamente o contacto com a pele e os olhos e nunca respirar os vapores.



Produto muito tóxico
Os produtos com este símbolo são venenos ainda mais perigosos: provocam náuseas e vertigens, podendo causar a morte.

Evitar completamente o contacto com a pele e os olhos e nunca respirar os vapores.



Produto inflamável
Os produtos com este símbolo inflamam-se em presença de uma chama ou de uma fonte de calor.

Manter afastado de fontes de calor, especialmente chamas.



Produto extremamente inflamável
Os produtos com este símbolo inflamam-se facilmente em presença de uma chama, mesmo a temperaturas inferiores a 0ºC.

Manter afastado de fontes de calor, especialmente chamas.



Produto comburente
Os produtos com este símbolo facilitam a combustão de produtos inflamáveis, podendo originar fogos de difícil extinção.

Evitar qualquer contacto com materiais inflamáveis.



Produto explosivo
Os produtos com este símbolo explodem em presença de uma chama ou através do choque ou fricção.

Evitar aquecimento, choque ou fricção.



Propriedades físicas que caracterizam as substâncias

Exemplos:
- Ponto de fusão (p.f.)
- Ponto de ebulição (p.e.)
-  Densidade ou massa volúmica.

Ponto de fusão(p.f.): é a temperatura á qual uma determinada substância funde. Ou seja, passa do estado sólido ao estado líquido. O ponto de fusão é característico de uma determinada substância, identificando-a.

Exemplo: ponto de fusão da água é 0 ºC.


Ponto de ebulição (p.e.): é a temperatura á qual uma determinada substância entra em ebulição. Ou seja, passa do estado líquido ao estado gasoso (ou de vapor). O ponto de ebulição é característico de uma determinada substância, identificando-a.

Exemplo: ponto de ebulição da água é 100 ºC.


Mudanças de estado físico



Densidade ou massa volúmica: Tal como o ponto de fusão e o ponto de ebulição, a massa volúmica, também é característica de uma substância. Esta grandeza corresponde à razão entre a massa de uma substância e o volume por ela ocupado.




Exemplo de cálculo:






Técnicas de separação de misturas

Para separar os constituintes de uma mistura pode-se recorrer a diferentes processos de separação. Os processos de separação permitem separar diferentes substâncias que inicialmente estavam juntas, mantendo as suas propriedades características.



Processos de separação de misturas HETEROGÉNEAS

Filtração: processo que permite separar partículas sólidas que se encontram em suspensão num líquido ou numa solução. Utiliza-se um papel de filtro adequado, que permite reter as partículas sólidas, estas constituem o resíduo.
A solução que atravessa os poros do papel de filtro designa-se por filtrado.

Exemplos: 
_ Separar água e grãos de pimenta
_ Separar água e café moído



Decantação: processo físico que permite separar um sólido depositado no fundo de um recipiente que contém um líquido. Na decantação transfere-se o líquido de um recipiente para o outro com o auxílio de uma vareta.

Exemplo: 
_ Separar areia grossa e água



Decantação líquido-líquido: processo que permite separar dois ou mais líquidos imiscíveis (que não se misturam), com base na diferença de densidades dos líquidos, para tal utiliza-se uma ampola de decantação.

Exemplo: 
_ Separar água e azeite



Centrifugação: processo que permite separar, com maior rigor, partículas sólidas de pequenas dimensões que se encontram em suspensão num líquido, por ação de uma centrifugadora (esta realiza um movimento de rotação a alta velocidade).

Exemplos : 
_ Enxofre em pó em suspensão na água
_ Cinza em suspensão em água



Peneiração: processo que permite separar as misturas sólidas formadas por constituintes cujos “grãos” têm diâmetros diferentes, para tal utilizam-se as peneiras.

Exemplos: 
_ Separar farelo da farinha
_ Separar areia de cascalho




Separação magnética: processo utilizado quando um dos componentes da mistura apresenta propriedades magnéticas, ou seja é atraído através do uso de um íman. O íman separa sólidos magnéticos dos não magnéticos.

Exemplo: 
Separar uma mistura de limalha de ferro e farinha





Processos de separação de misturas HOMOGÉNEAS

Cristalização: processo que consiste na evaporação lenta do solvente, à temperatura ambiente, permitindo a recuperação do soluto sob a forma de cristais.

Exemplo: 
_ Evaporação lenta de uma solução de Sulfato de cobre em água com formação de cristais

Cristais de Sulfato de Cobre


Outro processo usado para recuperar um sólido (soluto) dissolvido numa solução, é através da ebulição do solvente. Neste caso os cristais obtidos são de menores dimensões.

Exemplo: 
_ água e açúcar


 


Destilação simples: processo que permite separar dois líquidos miscíveis com pontos de ebulição diferentes ou uma mistura de um sólido e de um líquido. O líquido de menor ponto de ebulição evapora primeiro, condensando de seguida, separando-se assim do outro líquido.

Exemplo: 
_ destilação do vinho (obtenção da aguardente)


Esquema de montagem:


Destilação fracionada: processo usado para separar dois ou mais líquidos miscíveis com pontos de ebulição muito próximos.

Exemplo: 
_ Separar os diferentes constituintes do petróleo bruto nas torres petroquímicas


Esquema de montagem:

Cromatografia: processo que permite identificar os diferentes componentes corados dissolvidos numa solução. Baseia-se no facto dos diferentes solutos, serem arrastados com velocidades diferentes ao longo de uma tira de papel adequado (fase fixa), embebida numa determinada mistura de líquidos (fase móvel à qual se chama móvel).

Exemplo: 
_ separação dos diferentes componentes da tinta de um marcador



Bom estudo!!!